Eclipse Lunar Total de 21 de Janeiro de 2019


Os horários abaixo são referentes ao fuso de Brasília (GMT-3). 

P1 -  Toque de entrada na penumbra da Terra - 23:36:30 de 20/01/2019.
U1 - Toque de entrada na umbra da Terra - 00:33:34 de 21/01/2019.
U2 - Início da totalidade - 01:41:17.
      - Máximo do eclipse - 02:13:27.
U3 - Final da totalidade - 02:43:16.
U4 - Toque da saída da umbra da Terra - 03:50:39. 
P4 - Toque de saída completa da penumbra da Terra - 4:48:00. 

Na madrugada de 21 de janeiro de 2019, uma segunda-feira, poderemos observar o primeiro eclipse lunar do ano. Este ano teremos dois eclipses lunares que serão visíveis para a América do Sul: o de 21 de janeiro e o de 16 de julho. O eclipse lunar de julho será parcial. Já o eclipse do próximo dia 21 será total, mas o horário em que irá ocorrer não é muito atrativo: madrugada de uma segunda-feira. De qualquer forma, para aqueles que nunca observaram ou mesmo para os acostumados em acompanhar o movimento da Lua, será um espetáculo. Pelo menos assim esperamos e também torcemos para que as nuvens não atrapalhem nossa observação.

Um eclipse lunar ocorre quando a Lua, em seu movimento orbital, é encoberta pela sombra que a Terra, iluminada pelo Sol, projeta no espaço. Portanto, os eclipse lunares sempre acontecem quando a Lua está na sua fase cheia, ou seja, oposta ao Sol, diz-se com elongação de 180º. A sombra da Terra apresenta regiões mais escuras e mais claras. Na sombra da Terra há a penumbra e a umbra. A penumbra é a região da sombra que está parcialmente iluminada, por isso é uma sombra mais clara. Um observador no espaço que estivesse na penumbra veria o disco solar parcialmente encoberto pela Terra. A umbra é uma sombra mais escura. É a região da sombra em que, se um observador se voltasse para a Terra a veria encobrindo o Sol por completo. No eclipse lunar, o centro da umbra é mais escuro porque, dependendo da distância com que a Lua esteja da Terra e a Terra do Sol, a parte avermelhada da luz do Sol, que é refratada pela atmosfera de nosso planeta, não irá alcançar a superfície lunar, deixando-a com o aspecto mais escuro. Por outro lado, quando a Terra está mais próxima do Sol, como agora em janeiro, o cone de sombra da Terra é menor e, dessa forma, a luz avermelhada poderá atingir a superfície lunar deixando-a com uma coloração vermelha mais clara. Essa tonalidade depende também do grau de transparência da parte da atmosfera que refrata a luz incidente na superfície lunar. Nebulosidade ou concentrações mais altas de aerossóis (partículas sólidas em suspensão na atmosfera) podem deixar a atmosfera menos transparente, o que ocasionará um aspecto mais escuro para a Lua eclipsada. Uma boa atividade de observação é a de registrar o grau de obscurecimento de regiões da superfície lunar em um eclipse, como o centro do disco e a área da borda lunar. Para isso, utiliza-se uma escala criada pelo astrônomo francês André Louis Danjon (1890-1967). Na escala fotométrica de Danjon, um valor é atribuído ao grau de escurecimento da Lua nos momentos de totalidade em um eclipse lunar total, sendo o valor L = 0 para a Lua totalmente escurecida até o L = 4 para a Lua com uma tonalidade vermelha clara brilhante.


No eclipse lunar total do dia 21 de janeiro poderemos acompanhar o lento ingresso da Lua na umbra terrestre. O ingresso na penumbra é pouco visível devido à pequena diferença da variação luminosa. Por isso, somente poderemos perceber o encobrimento da Lua a partir das 00:33, quando o limbo oeste da Lua alcançar a borda da umbra da Terra. Lentamente a Lua irá entrar na umbra. A partir das 1:41:17 a Lua estará totalmente eclipsada. Somente começará a sair da umbra às 2:43. Estará totalmente fora da umbra depois das 3:51. A Lua permanecerá na penumbra, encoberta parcialmente, até às 4:48. Então, vamos apreciar mais esse espetáculo celeste e aproveitar para obter belas imagens e confirmar as previsões de ingresso e saída da umbra?

O Observatório Astronômico Genival Leite Lima é um dos grupos componentes do Centro de Ciências e Tecnologia da Educação, que está vinculado à Superintendência de Políticas Educacionais da Secretaria da Educação do Estado de Alagoas. Para realizar suas atividades conta com o apoio do Usina Ciência - UFAL e do Clube de Astronomia de Maceió.